domingo, 22 de dezembro de 2013

30 e poucos anos...

Esse ano eu tive certeza de que “A VIDA começa aos 30”. Afinal é aos 30 em que você já abandonou alguns planos de vida e descobriu que a vida tinha outros planos pra você!

A idade em que a muitos vivem o seu melhor momento profissional, mas ainda não decidiu se casa, compra uma bicicleta ou se divorcia! A certeza de muitas dúvidas! Certo de que nenhuma verdade é tão absoluta, por mais absoluta certeza que você pareça ter!

A frequência dos seus questionamentos aumenta simplesmente pelo fato de ser colocado à prova todo santo dia sobre seus valores, princípios e objetivos.

Julgar ou ser julgado já não faz sentido, pois não existe o certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu. O importante é saber tirar suas próprias conclusões sobre os outros e não deixar que outros façam isso por você.

Aos 30 e poucos, sofrer já não dói nem dura tanto… porque você sabe, por experiência própria e não pelos outros… que tudo passa!

Nesse período já passaram muitas pessoas em lágrimas, assim como quem estava disposta a secar as suas. Há quem passa… Aplaudindo fracassos, que devem ser analisados para se tornarem futuras vitórias, onde também existem pessoas torcendo por elas.

Durante os mais de 30 anos vividos, cair faz parte e saber cair é uma arte aprendida depois de inúmeras quedas. Há quem passa nos ajudando a levantar, ignorando nossos erros ou nos ajudando a corrigir. Assim como para todo deslize, alguns enxergam como uma falha irreparável, mas também há os que nos oferecem o perdão.  E o mais importante é aprender que se alguém tentar te tirar o chão, saberá que já aprendeu a voar.

Há quem passa rápido, veloz, despercebido, porém há quem passe deixando marcas profundas. Na medida em que crescemos nós não perdemos amigos, apenas aprendemos quem são os verdadeiros.

Nesse ano que passou aprendi a dizer não, consegui agir e não reagir, sabendo analisar as situações e tirar o maior proveito de cada uma delas, assim como buscar aquilo que eu quero e não o que os outros acham o melhor para mim.

Se tivesse que resumir essa fase depois dos 30 em uma música, seria a dos 20, ou melhor, “30 e poucos anos”:

Você já sabe
Me conhece muito bem
Eu sou capaz de ir
Vou muito mais além
Do que você imagina...

Eu não desisto
Assim tão fácil meu amor
Das coisas que
Eu quero fazer
E ainda não fiz
Na vida tudo tem seu preço
Seu valor
E eu só quero dessa vida
É ser feliz
Eu não abro mão...

Nem por você
Nem por ninguém
Eu me desfaço
Dos meus planos
Quero saber bem mais
Que os meus “30” e poucos anos...

Tem gente ainda
Me esperando prá contar
As novidades que eu
Já canso de saber
Eu sei também
Tem gente me enganando
Mas que bobagem
JÁ É TEMPO PRA CRESCER
 

Feliz Natal & um EXCELENTE 2014 ;)

domingo, 23 de dezembro de 2012

Em 2013 continuarei "DESISTINDO"



Esse ano eu DESISTI !!! É isso mesmo, entreguei os pontos, não dá mais, acabou. E não foi de apenas uma, mas de um monte de “coisas”.

Desisti de acreditar que cruzar 6 estados de carro em apenas 5 dias era um “loucura”, e decidi juntamente com mais alguns “doidos” cair na estrada. Foi uma diversão sem tamanho, muito maior que o cansaço gerado pelos desafios do caminho e os dias todos dentro do carro, fazendo a viagem de 4.546 km inesquecível (São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Vitória e Rio de Janeiro durante o carnaval).

Desisti do conforto de morar com a família e encarei a ideia de morar sozinho no meu apartamento que desde 2009 havia adquirido, mas a ideia/vontade de morar só falou mais alto esse ano.

Desisti da ideia que trabalhar em uma grande instituição financeira era o melhor para uma carreira promissora e decidi trocar o banco por um mercado até então desconhecido: da construção civil.

Desisti de reclamar de quem não quer aprender, e decidi me concentrar em quem quer. Para que se preocupar com quem não quer? Tem um monte de gente como eu, com sede de conhecimento.

Desisti de tentar fazer com que as pessoas pensem do jeito que eu gostaria que elas pensassem e decidi respeitar o outro do jeito que ele é. Dá para imaginar milhões de pessoas iguais a mim? Quem debateria ideias e ideais?

Desisti de procurar defeito nas pessoas e decidi que estava na hora de colocar um filtro e só ver o que as pessoas têm de melhor. Afinal, defeito todo mundo tem e é fácil elencar, principalmente o alheio. Quero ver achar qualidades, principalmente em quem parece não tê-las.

Desisti de impor minha opinião sobre tudo e decidi ouvir todas as opiniões, mesmo as contrárias, e vou tentar tirar proveito de cada uma delas. É melhor compartilhar as opiniões do que brigar pra manter só uma.

Desisti de ter tanta pressa e principalmente tomar decisões precipitadas. Tudo na vida tem seu tempo, e se não acontecer, não era pra acontecer. Não quer dizer que eu vou “deixar a vida me levar” e parar de correr atrás do que eu acredito, mas não vou me desesperar se eu perder “o voo”. 

Desisti de correr da chuva. Tem coisa mais legal que tomar banho de chuva? E se o resfriado chegar, qual o problema? Não vai ser o primeiro nem o último.

Desisti de buscar uma planilha de indicadores positivos. Os índices são assim mesmo, às vezes melhoram, às vezes pioram. Isso é o mundo real. Mesmo assim não vou deixar de gerenciá-los, mas decidi que não vou mais sofrer por isso. Bons ou ruins eles devem gerar aprendizado e isso é o mais importante.

Com essa filosofia eu ganhei um monte de parceiros.

Se eu fosse você, desistia também...

Tem um monte de coisas que você faz, carrega e sente, que não precisa.

Pense nisso!!!

Já dizia Madre Teresa de Calcutá:
“Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volta a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faço com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha.”

Para concluir esse texto, vou deixar uma frase que li em um para-choque de caminhão em um desses dias de muita chuva e consequentemente em um dia que estava literalmente desistindo de um grande “projeto”, depois de muitos estudos e análises nos últimos meses:

“Os fracos não alcançam metas e os covardes morrem sem tentar”
 
Feliz Natal e um 2013 cheio de “desistências”.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

De 2012 em diante TALVEZ !!!

Em 2012 completarei 30 anos, porém os 10.912 dias já vividos me preparam para viver os próximos 30 anos ainda melhor... Como dizem por ai: “A VIDA começa aos 30”. E estou começando a desconfiar que isso é uma verdade.

Talvez eu venha a envelhecer rápido demais. Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena. Já dizia William Shakespeare: "maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.”

Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais. Mas jamais irei me considerar um derrotado.

Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda. Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão. Quanto maior for a queda, maior será minha força para retornar ao topo. Tirarei proveito dos meus erros e meus conhecimentos. Dimensionarei os problemas e não me deixarei abater por eles. Acreditando, tudo posso.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça. Mas jamais irei assumir o papel de vítima. Perdoarei, sendo grande para meus aborrecimentos, nobre para a raiva, forte para vencer o medo e feliz para permitir a presença de momentos infelizes. Darei risada das coisas à minha volta, dos problemas, dos erros, da vida. A gente começa a ser feliz, quando é capaz de rir da gente mesmo. O humor é contagiante, falarei de coisas boas, de saúde, de sonhos com quem encontrar. Nunca lamentarei, ajudarei as outras pessoas a perceberem o que há de bom dentro si. Lembrei que nem todos têm a mesma oportunidade. Serei entusiasta com o sucesso alheio como seria com o meu próprio.

Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos. Mas terei humildade para aceitar as mãos que se estenderem em minha direção. Mãos aquelas que nunca me abandonaram mesmo admitindo que abandonei algumas delas por alguns longos instantes.

Talvez no decorrer dos anos eu perca grandes amizades. Mas aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos. Posso ficar distante por anos, que quando reencontro parece que o último encontro foi ontem. Serei transparente, deixando que as pessoas saibam quanto as estimo e preciso delas.

Talvez eu derrame muitas lágrimas. Pensarei no melhor e esperarei pelo melhor. Transformando momentos difíceis em oportunidades

Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer da minha vida. Mas farei com que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrarei.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes. Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém mereça a minha confiança.

Talvez eu me sinta fraco. Mas irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.

Talvez me tirem muitas coisas materiais, como aconteceu nesse último ano, mas nunca vão conseguir me tirar o que aprendi e que fará que eu consiga novamente tudo aquilo que me foi subtraído e muito mais.

Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber “a letra daquela música”. Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo. Tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito. Existem pessoas e momentos certos para tudo. Não queira agradar ninguém além de você mesmo. Tornarei minhas obrigações atraentes, com garra e determinação. Mudarei, opinarei, amarei o que faço. Não trabalhei por dinheiro e sim pela satisfação de "Missão cumprida". Idealizarei um modelo de competência e farei auto-avaliação para saber o que está faltando para chegar lá. Ocuparei meu tempo crescendo, desenvolvendo habilidades e meu talento, só assim não terei tempo para criticar os outros. Não acumulando fracassos e sim experiências.

Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações. Mas não deixarei de me alegrar grandemente com as pequenas conquistas, extraindo o máximo das pequenas coisas.

A vontade de abandonar tudo foi por inúmeras vezes uma companheira. Mas ao invés de fugir, continuo correndo atrás do que almejo, mesmo que para muitos pareça loucura.

Não viverei só para o trabalho, terei outras atividades paralelas como: esporte, leitura, cultivar os amigos etc. O trabalho é uma das contribuições que damos para a vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.

Talvez eu ainda não seja exatamente o que eu gostaria de ser. Mas passarei a admirar quem sou hoje. Porque no final saberei que mesmo com incontáveis dúvidas eu sou capaz de construir uma vida melhor.

E se ainda assim não me convencer disso, é porque como diz aquele ditado "AINDA NÃO CHEGOU O FIM". Porque no final não haverá nenhum "TALVEZ" e sim a certeza de que minha vida valeu a pena e eu fiz o possível e o impossível para VIVER por completo."

Feliz Natal e um Excelente 2012

Daniel Ferrari Melo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Em 2011 "Confie em si mesmo"

My FamilyFriends,

Esse ano não vou falar sobre meu ano de 2010, um ano onde ganhei muito como pessoa com vários aprendizados, principalmente indo morar sozinho logo após a páscoa. Porém perdi pessoas queridas e também meu cachorro.
Durante esse ano li um texto que me chamou muita a atenção e quando voltei a trabalhar em banco vi uma campanha publicitária de um banco concorrente que dava dicas de como não estar inserido naquele contexto.
Aqui divido o texto que me fez refletir muito durante 2010:

“GRANDE VERDADE


Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente, esquecemos até que Deus existe.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

Texto de George Carlin”

Refletiu um pouquinho?

Agora procure seguir algumas dicas de um grande banco Americano (Quem diria!!!), o Citibank:

“Crie filhos em vez de herdeiros.”

“Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.”

“Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.”

“Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.”

“Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?”

“Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.”

“Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas… e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!”

“Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos.”

E para terminar:

“Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.”

Engraçado ver uma campanha como essa vinda de um banco Americano, mas essa é provavelmente a causa do que uma crise pode causar afinal nós somos assim, vivemos reclamando de nossas vidas e só passamos a dar valor quando “perdemos”.

Para concluir essa mensagem, usarei uma música bem conhecida de todos intitulada MAIS UMA VEZ, que resume bem o que eu desejo a todos nesse próximo ano “mais uma vez”: CONFIE EM SI MESMO

“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!”

Em 2011 ACREDITE principalmente em SI MESMO e ALCANCE todos os seus SONHOS, siga as dicas do nosso “amigo” Citibank e não deixe tomarem conta da sua vida, afinal Deus existe e deu a vida para cada um cuidar da sua sem desrespeitar o próximo...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Seja “INÓBVIO” em 2010

Neste momento vocês devem estar pensando: “O Daniel pirou de vez... Essa palavra não existe” E vocês estão certos, mas ela foi usada em um anúncio de uma grande empresa chamada F/NAZCA SAATCHI & SAATCHI que recebi de meu cunhado que trabalha na área (http://mardecoisa.blogspot.com/2008/10/inbvio.html) e fala sobre a Crise. Quando no e-mail do ano passado fiz um convite para todos ligarem seus pontos e INOVAREM em 2000INOVE, eu fui além da inovação, e este anúncio me fez refletir e chegar a conclusão de que eu estava sendo era “inóbvio”.

E o que é ser “inóbvio”? “É ser diferente do todo... É falar enquanto muitos se calam de medo... É ter uma grande idéia, única, diferente de todo o óbvio...”

“E é aí que reside o intuito deste texto: apelar para os que acreditam que o inóbvio existe. Não só existe como pode ser feito neste exato momento onde o óbvio é o que todos pensam, todos fazem, todos professam e todos aconselham.”

As inovações buscadas por mim neste ano que está se acabando, vão desde um curso de Teatro até a abertura da FERRARinfo, não esquecendo da minha mudança de pensamento em relação a Energia da Vida (Cientificamente chamada de Escalar) e seus benefícios que já vinha experimentando a mais de 2 anos mas só neste ano uma pessoa que mora em outro continente me convenceu da maravilha que tínhamos nas mãos. E muitos podem se perguntar o porquê da demora? Por que eu era uma pessoa muito ÓBVIA.

Fazia tempo que presenciava coisas fora do normal acontecerem, e mesmo assim não queria acreditar, foi quando conheci uma pessoa que me disse que aquilo não era nada absurdo, mas algo que não somente eu desconhecia, pois “O sobrenatural é apenas o natural que ainda não conhecemos”.

E você tem idéia de quantas coisas desconhecemos? Quanta informação não chega até nós? Ou você obviamente acha depois de tanta evolução ainda não conseguimos fabricar veículos e máquinas de energia limpa só para dar um exemplo do tipo de informação que nos é passada. Poucas pessoas sabem que a indústria do petróleo (uma das maiores do mundo) não tem o menor interesse nesse tipo de “evolução”.

Falo isso, pois muitas vezes quando mostrei algo realmente bom para outra pessoa, tive o seguinte questionamento: “Se isso realmente é tão bom, porque não existe nada na TV que fale sobre isso”. Seja INÓBVIO e entenda que:

• Se não existir carros e máquinas movidas a petróleo, o que aconteceria com a indústria petrolífera?

• Se não existir doenças, o que aconteceria com a indústria farmacêutica?
Só para dar um pequeno exemplo de quantas informações não chegam a nós pelo fato de outros interesses estarem em jogo.


Existe um texto de Pablo Neruda que remete ao óbvio:


“MORRE LENTAMENTE

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.”


Por isso em 2010 seja inóbvio, abra seus horizontes e VIVA INTENSAMENTE.

Para finalizar gostaria de deixar uma descrição sobre a pessoa que vos fala, que fiz logo após ler o Livro VOCÊ É DO TAMANHO DOS SEUS SONHOS (César Souza) que uma grande amiga me emprestou durante esse ano:

“Eterno insatisfeito, realizador de sonhos sempre buscando mais, como se fosse um vício. Vibro com as conquistas, sem me acomodar. Tenho um apetite insaciável por informações novas e por diferentes perspectivas. Olho para as pessoas e situações procurando aperfeiçoar meus conhecimentos. Tiro lições dos acertos e principalmente dos erros. Os tombos não me intimidam e o sucesso não me acomoda. Desconheço o que se convencionou chamar de “zona de conforto”. Coragem e ousadia fazem não ter medo de correr riscos e realizar aquilo que antes parecia impossível. Sem deixar tudo por conta do famoso “jeitinho”, e sim planejando e antecipando cada detalhe de minhas ações. Motivando pessoas e conseguindo resultados por meio da força de outros à medida que os ajudo a realizar seus próprios sonhos. Estabelecendo assim uma relação saudável de troca.”


Boas Festas!!!
Nos encontramos na próxima Década,

domingo, 21 de dezembro de 2008

Em 2000INOVE Ligue seus pontos!!!

My FamilyFriends,

Como de costume, em todo final de ano faço um balanço de como foi o ano e quais são as perspectivas para o ano seguinte, compartilhando com vocês que fazem parte de tudo isso. Porém nesse ano, assisti a um vídeo que me chamou muito a atenção. Trata-se do discurso feito por uma pessoa, por qual já tinha grande admiração mesmo antes de ter acesso ao vídeo, na formatura de uma das principais universidades americana. Steve Jobs, o criador da Apple e de seus maravilhosos produtos como, por exemplo: IPhone (o mais recente), discursa sobre 3 histórias da sua vida: Ligar os pontos, Amor e Morte.

Então nesta virada de ano de 2008 para 2000INOVE, resolvi INOVAR e seguir os conselhos de Jobs, ligando os meus pontos, procurando entender todas as escolhas feitas no passado e quais foram os resultados delas para a minha vida hoje.
Vamos começar pelo vídeo (disponível no YouTube) do Mestre da Tecnologia e da Animação, que na realidade se divide em 2 partes que combinados somam quase 15 minutos de discurso:

http://www.youtube.com/watch?v=yplX3pYWlPo
(1º Parte)
http://www.youtube.com/watch?v=ksoo-G_YB2o (2º Parte)

Basicamente, Jobs correlaciona de forma positiva a idéia de Amor e Morte e busca explicações do porque determinadas coisas aconteceram em sua vida quando fala em ligar os pontos.

Engraçado é que muitas pessoas admiram Jobs, porém pouquíssimas conhecem sua trajetória de vida, como era meu caso até este ano. Muitos olham para Jobs como um milionário que teve sorte de ser “pioneiro” ao abrir uma empresa de tecnologia quando essa palavra ainda era raramente utilizada. E é ai que muitas pessoas cometem o erro de associar riqueza a sorte, quando na realidade ela está associada ao risco que alguém tomou, pois “Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.” (Steve Jobs).

Pensando nessas palavras comecei a minha reflexão:

Não posso dizer que fui entregue para adoção como foi o caso de Jobs, mas posso dizer com toda a certeza de que fui adotado, na pior época da vida de uma pessoa: “Aborrecência”, pelos meus tios que sempre nos apoiaram e nos suportavam (eu e minha irmã) durante as férias escolares em sua casa. No ano 2000 a história mudava de figura quando na faculdade, passei a morar em São Paulo com eles e passar férias com meus pais em Santos.

A decisão de qual curso escolher já vinha sendo monitorada por todos na família. Meus pais achavam que deveria estudar Direito, o que era de comum acordo por parte dos meus tios que colocavam a medicina também como opção, mas era opinião unanime que não havia nascido para ser médico. “Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha”. (Steve Jobs). Acho que pelo fato de meu pai ser dono do seu próprio negócio e meus tios terem aberto uma Agência de Viagens me fez escolher por Administração de Empresas. “Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.” (Steve Jobs).

E aos 17 anos lá estava eu para meu primeiro dia de aula na faculdade. Porém, difícil não era o primeiro dia de aula, mas como chegar até ela. Acostumado a viver em Santos onde é possível cruzar a cidade a pé mais ou menos em 1 hora, tive que me adaptar com a idéia que em São Paulo talvez nem de carro seja possível realizar tal tarefa no mesmo tempo. Tais adversidades foram rapidamente superadas graças aos sempre presentes tios que não só me ajudaram a achar o melhor meio de ir da Zona Norte até o Pacaembu, como por diversas vezes deixaram um de seus carros estacionados no metro para que eu pudesse utilizar na volta da faculdade durante a noite (sem contar as vezes que foram levar e buscar).

Estudar durante a noite possibilitou um estágio durante o período da manhã e da tarde, que logo no início, eu confesso, não era meu foco. Mas como por obra do acaso, em uma das conversas com meus novos amigos de curso, recebi um formulário de uma empresa especializada em alocação de estagiários. Na época estava não só procurando me interar um pouco mais sobre o curso que havia escolhido, como também fazendo aulas para tirar minha permissão para dirigir, durante a manhã. Mesmo assim preenchi o formulário e o entreguei a pessoa responsável pela empresa.

Alguns dias se passaram e recebi um convite para uma entrevista na área de Marketing de uma empresa de terceirização de serviços de escritório chamada HQ Global Workplaces. A entrevista simplesmente era no dia seguinte e o caiçara recém chegado de Santos nem roupa adequada para se apresentar tinha. Lá estavam eles novamente para me “salvar”. Acho que acabei passando logo na primeira entrevista pela maneira como fui vestido, afinal era para a área de Marketing e o pessoal dessa área tem fama de ter estilo meio diferente. Lá estava eu no dia da entrevista (algumas horas depois do telefonema) com um paletó emprestado do meu tio e acreditem se quiser: um par de tênis.

Nem tive tempo de me adaptar à nova situação de universitário e em de abril começava também minha vida como “empregado”. O mais engraçado era que a área de Marketing da empresa também era nova e pouco se saiba qual seria exatamente minha função ali.

Fiquei responsável por cuidar do Banco de Dados de clientes e “prospects” dando suporte à área comercial. Mas novamente o difícil não era o trabalho e sim chegar até ele. Agora eu acordava todo dia de manhã e pegava um ônibus que demorava por volta de 1 hora até chegar a Faria Lima (e esse caminho nem cruzava a cidade inteira). Para ir do estágio até a faculdade, encontrava com um amigo de curso na Avenida Rebouças depois de uma caminhada de uns vinte minutos do escritório até o local e dali pegava uma carona até o Pacaembu. Na volta para casa, havia no meu curso outro amigo também de Santos (porém só o conheci no curso) que me deixava no metro, aonde ia até a Zona Norte e lá estavam meus tios ou algum carro deles a minha espera.

Dentre inúmeras coisas que aprendi em um pouco mais de um ano nesse estágio, uma das mais importantes foi em uma conversa com o Diretor da área alguns dias antes de deixar a empresa, onde ele me disse: “Você vai passar por essa situação algumas vezes na sua vida, e em todas elas, procure sair tranquilamente como aqui está acontecendo e mantenha o contato com as pessoas”. Aquilo me chamou muito a atenção, pois eu era uma pessoa muito fechada e de poucos contatos, mas tomei aquilo como uma lição.

E no final de Maio de 2001 estava me despedindo do meu primeiro “emprego” (estágio), para um novo desafio: Intercâmbio. Toda aquela dificuldade inicial em me locomover, me fez juntar algum dinheiro para a compra de um carro, porém lá estavam eles (meus tios e também o pessoal do estágio) para me orientar e me convencer que o carro era desnecessário naquele momento, e que o melhor que tinha a fazer era investir na carreira.

O Inglês já se fazia necessário e os 6 anos de curso que havia realizado em Santos ainda não me davam confiança para utilizá-lo. Agradeço muito aos meus pais que me colocaram em um curso de Inglês quando eu não tinha o menor interesse em fazer, ou melhor, por várias vezes me perguntei para que estava aprendendo aquilo. “É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro.” (Steve Jobs)

Passei 2 meses viajando, sendo 6 semanas no Canadá tendo aulas teóricas e práticas de Inglês, onde percebi que a melhor forma de aprender é tentar e errar é a melhor forma de se aperfeiçoar. E no meio de agosto de 2001 estava novamente no Brasil com um inglês mais desenvolvido, mas acima de tudo uma experiência que me permitiu ter menos receios de enfrentar novos desafios. A experiência de um intercâmbio, de ficar por um tempo em um lugar desconhecido cheio de pessoas desconhecidas e que não falam a sua língua é um pouco difícil de descrever, mas posso resumir da seguinte forma: Quando o avião decolou, logo pensei: “Vai ser uma viagem e tanto, fazendo tudo aquilo que EU quero”. Quando o avião pousou e tinha aqueles formulários para preencher, passar em alfândega, ser entrevistado por policiais para saber o que tem na sua mala, pensei: “#@?!*&%, não tem ninguém aqui para me ajudar”.

Assim que voltei, comecei a procurar outro estágio, mesmo tendo o convite de retornar para HQ, pois pensava que a melhor época para escolher o que eu realmente queria seguir era durante o estágio. Sendo assim, comecei a procurar estágio em outras áreas que não fosse Marketing. Pouco mais de um mês depois começava meu segundo estágio na área de Recursos Humanos da Novartis Biociências, mas especificamente na área de Departamento Pessoal encarregado da rescisão dos funcionários. A indústria farmacêutica é muito sazonal e possui épocas de muitas contratações e outras com muitas demissões, e claro que eu entrei lá na época das demissões. Cuidar do processo de demissão de pais de família não foi uma experiência nada agradável, e naquele momento decide que a definitivamente não trabalharia nunca mais na área de Recursos Humanos.

Ironia do destino? 2 meses depois o Banco Citibank me convidou para uma entrevista também na área de Recursos Humanos, e pela decisão que havia tomado não deveria aceitar, mas por algum motivo eu tinha vontade de trabalhar no Citibank. Pensei: “A melhor maneira de entrar de lá, vai ser pela área de Recursos Humanos”.
E no final do ano de 2001 estava estagiando na área de Generalista de Recursos Humanos do Banco Citbank, onde fiquei por quase 1 ano e meio, saindo apenas para, agora sim, virar um empregado na área de Planejamento Financeiro de Infra-Estrutura do próprio banco em Março de 2003. Foi nessa época que aprendi a não tomar decisões precipitadas, baseadas em poucos fatos e/ou base de analise, pois o estágio na área de Recursos Humanos do Citibank foi uma das melhores épocas profissionais da minha vida, onde aprendi com as dificuldades e desafios e também fiz grandes amigos.
Minha ida para área de Planejamento Financeiro ocorreu pelo fato de ter desenvolvimento um controle de orçamento dentro da área de RH, chamando a atenção dos gestores operacionais que quiseram me levar para a área como estagiário, porém minha Chefe na época apenas permitiu minha ida como efetivo. Confesso que fiquei com um pouco de receio, pois nunca havia trabalhado em uma área financeira, mas resolvi encarar.

Fui efetivado no início do ano que seria o último de minha faculdade, sendo assim meu nível salarial foi mais baixo do que normalmente se efetivavam os estagiários que já haviam se formado, porém com a promessa de aumento quando me formasse. Essa efetivação me deixou mais seguro quanto a estabilidade e naquele ano comprei meu tão esperado carro (3 anos depois de tirar minha carta).
No início cometi alguns erros, mas como já falei anteriormente isso só me fez aprender cada dia mais.

No final daquele ano eu me formava na faculdade e comecei a pensar o que eu realmente gostaria de seguir, e existiam 2 possibilidades: 1- continuar onde estava; 2- tentar um programa de Trainee.
A primeira possibilidade foi excluída logo quando me formei e não aumentaram meu nível salarial conforme haviam prometido. Restava-me a segunda possibilidade com o próprio programa de Trainee do Banco ou fora dali. Decidi que o programa de Trainee seria uma ótima oportunidade de conhecer mais outras áreas de uma empresa como: Comercial, Ponto de Venda, Tesouraria, Produto etc.

Então em Julho de 2004 entrei no primeiro Programa de Trainee do Banco ibi (da C&A), o que me possibilitou trabalhar por 2 meses na Loja da C&A e 1 mês em uma loja financeira do ibi. Isso me fez conhecer a dinâmica de um ponto de vendas, não só de uma loja de varejo como também de uma instituição financeira. Logo em seguida passei os outros 9 meses do programa rodando as áreas da Matriz do Banco: Produtos, Parcerias, Operações, Tesouraria, Marketing, Data Base Marketing, Tecnologia, Infra-estrutura, Controladoria e Risco.

Em Julho de 2005 acabava o período de treinamento e nós Trainees tínhamos que escolher 3 opções de área na qual gostaríamos de trabalhar e minha escolha era na área de produtos, portanto preenchi na fica do RH as duas primeiras opções com 2 produtos e na terceira opção com a área de Risco, pois já sabia que um dos Trainees iria para essa área. Porém na divulgação das áreas de cada um, lá estava eu alocado em Risco. Minha primeira reação foi pensar: “Eu nem queria essa área, o que vou fazer agora?” Pensei por alguns momentos e cheguei à conclusão: Já fiz algumas coisas que não queria no passado e me ajudaram muito, como o curso de Inglês, quem sabe essa não é mais uma delas. Resolvi encarar mais esse desafio.

Fiquei um pouco perdido no começo, mas o que mais me incomodava não era a dificuldade em lidar com a nova função e sim em ser visto como um concorrente. Logo após a alocação na área éramos Supervisores e na minha área éramos em 3 pessoas com esse mesmo cargo. O Superintendente responsável pela área ainda não havia definido muito bem a função de cada um de nós e para melhorar havia uma vaga de Coordenador em aberto. Acho que nem preciso explicar o que aconteceu. Eu ainda não me sentia pronto para ser um Supervisor, quanto mais concorrer para uma vaga de Coordenador, mas mesmo assim a ganância de uma pessoa fez com que eu não conseguisse desempenhar a minha função satisfatoriamente, pois quando não dificultava a obtenção de informação, tirava o foco dos funcionários que estavam designados a me auxiliarem.
Em Janeiro de 2006 algo que nunca havia imaginado acontecer durante minha carreira passou de suspeita para realidade, e logo após voltar de férias fui Demitido. “O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple (do ibi) foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim... O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. (Steve Jobs)

Em maio de 2006 fui convidado para trabalhar na área de Risco do Banco Real, coincidência ou não eu olhava para a área de Risco como olhava para a área de Recursos Humanos quando procurava estágio, mas não era por demitir outras pessoas, mas por ter sido demitido (Ironia?).

Dessa vez parecia que havia achado o que gostaria de fazer, pois era uma função de MIS para a área de Risco da América Latina do Banco e uma das coisas que sempre quis era algo que me possibilitasse viajar. A entrevista antes de entrar definitivamente ajudou um pouco a abrir meus olhos e ver que tudo aquilo que havia passado até ali só tinha agregado, pois minha chefe me disse: “Seu CV é tão diversificado que isso me deixa tranqüila para alocar você em qualquer função”.

Depois que ela me disse isso, comecei a refletir que conseguia ter a visão geral do funcionamento de uma empresa, e quem sabe conseguiria abrir uma empresa e virar um empresário que na realidade foi o que me motivou a escolher o curso de Administração. “Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple (do ibi). Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé.” (Steve Jobs)

Naquela mesma época dois grandes amigos meus da época de estágio de RH no Citbank decidiram jogar tudo pro alto e abrir uma consultoria, aquilo me fez pensar ainda mais. A vontade de me juntar a eles foi grande, mas o medo de falhar e atrapalhar ao invés de ajudar fez com que eu seguisse no Banco. “Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.” (Steve Jobs)

No início de 2007 começaram os rumores de que o grupo ABN AMRO, no qual o Banco Real fazia parte, seria vendido ao grupo Santander, o clima passou a ficar pesado e a idéia de concorrência que havia passado pelo ibi vinha à tona novamente. Mas dessa vez estava tranqüilo quanto às incertezas que viriam, pois já tinha me preparado depois do que passei quando fui demitido. Havia feito alguns investimentos que me possibilitariam ficar desempregado por algum tempo se fosse o caso. Além disso, a Moderna havia me convidado para trabalhar com eles (Moderna: Consultoria dos meus amigos do Citibank).

Também naquele ano completava 25 anos de idade e resolvi dar uma mega festa intitulada de CarnaDan – O Carnaval do Daniel, que foi um sucesso, ganhando um site no ano seguinte www.carnadan.com .E a partir de 2009 será totalmente remodelado, tornando-se CarnaDaN – O CaRnAvAl da NOITE, afim de não ser mais vinculado apenas ao meu aniversário, mas de ser o Pré-Carnaval mais diferente e inovador.

E em Agosto daquele ano me desligava novamente, mas dessa vez decidi que iria trabalhar em casa, cuidando de meus investimentos e aprimorando meus conhecimentos a fim de fazer com que aquilo que considerava atividades extras, virassem oficiais. “Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.” (Steve Jobs)

Trabalhar a partir de casa é bom desde que você more sozinho, caso contrário as pessoas acham que você está brincando na internet e que você está com tempo livre. Essa condição me fez procurar alternativa para prosseguir com aquilo que queria. Foi quando decidi trabalhar dentro da Moderna com meus amigos no início deste ano. “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”... Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Agora já não tinha mais o medo de atrapalhar, mas a idéia de virar novamente um funcionário me causava certo espanto. Sendo assim, combinei que estava ali para trazer retorno e não despesa. Alem de cuidar das minhas coisas, passei a atuar em algumas operações já existentes na empresa e a criar algumas novas, o que me fez ficar encarregado de novos negócios. Mas o que mais me chamou a atenção para continuar ali ajudando cada vez mais no crescimento da empresa foi o ambiente de quem olha para as pessoas e não para as coisas ($ no caso).

Hoje, não só trabalho ao lado de pessoas que admiro como também aquele garoto tímido que veio para São Paulo no ano 2000 para fazer a faculdade de Administração de Empresas é capaz de realizar uma festa para 200 pessoas todo ano. rsrsrs

Terminando a ligação dos meus pontos, consigo entender que a vida é feita de desafios e que todos que estão ou passaram pela minha vida ajudaram a me direcionar e ser quem sou hoje. Tenho certeza que se não fosse minha Família e meus Amigos que sempre estiveram ao meu lado, eu não chegaria aonde cheguei de forma tão rápida e equilibrada, mesmo contrariando muitas vezes as opiniões de alguns. Afinal, cada um é cada um e temos que respeitar as diferenças e crenças de cada pessoa.

No próximo ano: 2000INOVE: “Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.” (Steve Jobs)

E para finalizar, gostaria de terminar essa mensagem com uma música, porém modificada que reflete bem tudo o que foi relatado nessa mensagem.

Epitáfio – Titãs (Corrigindo o Tempo Verbal)

(... Amei) mais
(... Chorei) mais
(... Vi) o sol nascer
(... Arrisquei) mais
E até (errei) mais
(... Fiz) o que eu queria fazer...

(... Aceitei)
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

(... Compliquei) menos
(... Trabalhei) menos
(.... Vi) o sol se pôr
(...) me (importei) menos
Com problemas pequenos
(.... Morri) de amor...

(.... Aceitei)
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso (...) me (protegeu)
Enquanto eu (andei) distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Um FELIZ NATAL e EXCELENTE 2000INOVE.
“Continuem com fome. Continuem bobos.” (Steve Jobs)